terça-feira, 3 de agosto de 2010




Se for pra existir guerra que seja de travesseiro
Se for para existir fome, que seja de amor.
Se for para esquentar, que seja o sol.
Se for para enganar, que seja o estômago.
Se for para chorar, que seja de alegria.
Se for para mentir, que seja a idade.
Se for para roubar, que seja um beijo.
Se for para perder, que seja o medo.
Se for para cair, que seja na gandaia.
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo.

Aprendi,

que amores eternos podem acabar em uma noite, que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos, que o amor sozinho, não tem a força que imaginei, que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno, que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos, que os poucos amigos que te apóiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram, que o "nunca mais" nunca se cumpre, que o "para sempre" sempre acaba, que minha família com suas 1.000 diferenças, está sempre aqui quando eu preciso, que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo, que vou sempre me surpreender; seja com os outros ou comigo, que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido tudo.



Melhores amigas


mulher é assim, você não sabe nada porque é freudiano demais, e Freud não entendia picas de mulher. As mulheres têm um negócio chamado "melhor amiga" que é quase como um casamento. É tão parecido com um casamento que não tem sexo. Melhores amigas vivem grudadas. Melhores amigas ficam nuas uma na frente da outra, e nenhuma das duas fica olhando pra xoxota da outra, pensando "hum, que xoxotinha deliciosa, preciso comer". Isso é fantasia dos homens. Melhores amigas se beijam, se abraçam, sem que isso signifique nada além de afeto, amizade. A minha melhor amiga é diferente de todas as pessoas que eu já conheci. Confesso que ela não é perfeita, porque ninguém é. Mas é essa imperfeição que nos aproxima.



Ele é cheio de garotas, pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Tá certo, ele é bonitão, rico, engraçado e safado. Que mulher não se apaixona por ele? Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo, minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes ao ano, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes ao ano. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de nozes e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta!

Ninguém

ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta, o amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão, o verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar, ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano, isso são só referenciais, ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

alô? me traz você, por favor. Me traz e leva embora todas essas coisas chatas que só servem para ocupar minhas horas enquanto você não chega. Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor, você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você.











Às vezes começo a pensar:






eu queria ter um namorado. Que ele me pegasse depois das aulas em seu carrinho esporte colorido de dois lugares me levasse por aí, até os milharais, onde as hastes estivessem altas. Eu queria ter um cara louco por mim. Perdidamente, inteirinho meu. O tipo do cara que sentasse em seu carro, sem fazer mais nada, diante da casa da minha mãe no meio da noite, com os cabelos ainda molhados do chuveiro e vestindo uma camisa de algodão bonita e limpa. Daí, iríamos ao Oriental nas noites de sexta-feira e nos sentaríamos lá, no escuro, nenhum dos dois realmente assistindo ao filme. Ou estacionaríamos diante da praia, deitaríamos na areia e contaríamos piadas. Enfiaríamos uma barraca de acampar na picape e iríamos por aí, para qualquer lugar. Tudo o que os outros veriam seria nossa poeira e fumaça.





Recordações


coisas que vivi, passei e senti. Todos os verbos no passado querendo se ampliar no futuro. As fotos só me trazem saudades do tempo em que nada importava. As fotos nos fazem descobrir que eramos felizes e simplismente não sabiamos, não demos importancia e muito menos o valor que realmente merecia para cada momento vivido. Mas a vida continua e as recordações além de estarem em fotos, bilhetes, sonhos e saudades estão guardadas no coração por sete chaves. Cada momento, palavra, toque, saudade, cada choro, riso, sonho e a ideia de viver para sempre ainda preenche meu coração. O passado já não volta, mas ele continua eterno em nosso pensamento.



Decidi

então permanecer sozinha. Isso nunca esteve em meus planos, mas aconteceu. Eu sei que você nunca vai entender, mas é que você faz parte de mais um sonho, um sonho daqueles que nunca se realizam. Não é fácil ter tanta certeza de algo que eu não sei se realmente aconteceria, mas das vezes que senti minhas pernas balançarem, essa foi a única que eu não consegui me equilibrar. Você esta por perto, mas não o quanto deveria e isso torna as coisas cada vez mais impossíveis. Se eu mentir e falar que ainda não me importo você promete me amar como antes? De todos os meus segredos esse é único que você nunca vai saber.